SEXUALIDADE E ADOLESCÊNCIA
A adolescência é
um período da vida que causa grande fascínio, mas também muitas indagações.
Essa etapa, muitas vezes é explorada e até condenada pela sociedade.
Nesta etapa,
cheia de sonhos e aspirações, na qual os adolescentes são movidos por impulsos,
entre eles o impulso sexual. Também é nessa fase que o excesso, por muitas
vezes é entendido como rebeldia, por essa razão torna-se motivo de
desentendimentos entre pais e filhos. Com isso, os adolescentes sentem-se
discriminados e acabam por reprimir seus atos envergonhando-se, e buscando em
seu mundo interior ou na rua as respostas aos seus questionamentos, sentem-se
inseguros perante os demais procurando firmar sua identidade imitando os atos
dos adultos.
Contudo isso para
CONGER (1980, p. 6 ):
A adolescência
pode ser um período de alegria irreprimível e aparentemente de inconsolável
tristeza e perda; de ímpeto
gregário e solidão; de altruísmo e egoísmo, de
curiosidade insaciável e de tédio, de confiança e de dúvidas sobre si mesmo.
Mas acima de tudo, é um período de rápida mudança, mudanças físicas, sexuais e
intelectuais no adolescente.
São muitas as
modificações pelas quais o adolescente passa, muitas vezes surge a pergunta
“quem sou eu?”. As mudanças da puberdade definem o jovem adolescente como parte
de um mundo cheio de sonhos e fantasias.
Por outro lado, a
educação sexual deve proporcionara a participação. (PILETTI, 1986, p.99) da:
“elaboração do conhecimento de que é uma pessoa que atua, que age e não uma
pessoa que recebe passivamente o conhecimento que o professor transmite”.
O adulto espera
que o adolescente seja responsável, exige-se um comportamento entre as relações
sociais e ocupacionais. Perante essa situação, erram a família e a escola ao
darem pouca importância as preocupações dos adolescentes, lhes omitem
informações indispensáveis sobre a formação sexual, na ilusão de manter uma
formação moral, consequentemente forma-se uma identidade negativa.
De acordo com a
formação moral da família, pode complicar ou ajudar o adolescente a definir sua
identidade. Todavia, conforme CONGER (1980, p. 13 ):
Os pais
também podem desempenhar um papel, ajudando ou dificultando o
desenvolvimento de um
forte sentido de
identidade.
Pois que possuam identidade própria bem definida, que possam servir como
sólidos modelos de papéis para os filhos, tornarão a tarefa do adolescente mais
fácil.
Um dos problemas mais comuns é a
falta de conhecimento e preparo para trabalhar a sexualidade junto aos
adolescentes, mas o problema maior é que a educação é ministrada nos princípios
da religiosidade que limita a sexualidade apenas a prática sexual e a mesma é
condenada se ocorrer antes do casamento, por isso os pais e filhos entram em
confrontos quando questionados sobre a veracidade dessas informações.
Sob esse aspecto,
não se pode na totalidade recriminar os pais ou julgá-los ultrapassados, mas
sim questionar quais os princípios que norteiam a escola no que se refere a
educação sexual, para com isso evitar confrontos sociais entre a família,
escola, adolescentes e sociedade.
Professora: Denise Dalberto
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