quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

SEXUALIDADE E ADOLESCÊNCIA



  SEXUALIDADE E ADOLESCÊNCIA



A adolescência é um período da vida que causa grande fascínio, mas também muitas indagações. Essa etapa, muitas vezes é explorada e até condenada pela sociedade.
Nesta etapa, cheia de sonhos e aspirações, na qual os adolescentes são movidos por impulsos, entre eles o impulso sexual. Também é nessa fase que o excesso, por muitas vezes é entendido como rebeldia, por essa razão torna-se motivo de desentendimentos entre pais e filhos. Com isso, os adolescentes sentem-se discriminados e acabam por reprimir seus atos envergonhando-se, e buscando em seu mundo interior ou na rua as respostas aos seus questionamentos, sentem-se inseguros perante os demais procurando firmar sua identidade imitando os atos dos adultos.
Contudo isso para CONGER (1980, p. 6 ):
A adolescência pode ser um período de alegria irreprimível e aparentemente de inconsolável tristeza e perda; de ímpeto  gregário  e  solidão; de altruísmo e egoísmo, de curiosidade insaciável e de tédio, de confiança e de dúvidas sobre si mesmo. Mas acima de tudo, é um período de rápida mudança, mudanças físicas, sexuais e intelectuais no adolescente.


São muitas as modificações pelas quais o adolescente passa, muitas vezes surge a pergunta “quem sou eu?”. As mudanças da puberdade definem o jovem adolescente como parte de um mundo cheio de sonhos e fantasias.
Por outro lado, a educação sexual deve proporcionara a participação. (PILETTI, 1986, p.99) da: “elaboração do conhecimento de que é uma pessoa que atua, que age e não uma pessoa que recebe passivamente o conhecimento que o professor transmite”.
O adulto espera que o adolescente seja responsável, exige-se um comportamento entre as relações sociais e ocupacionais. Perante essa situação, erram a família e a escola ao darem pouca importância as preocupações dos adolescentes, lhes omitem informações indispensáveis sobre a formação sexual, na ilusão de manter uma formação moral, consequentemente forma-se uma identidade negativa.
De acordo com a formação moral da família, pode complicar ou ajudar o adolescente a definir sua identidade. Todavia, conforme CONGER (1980, p. 13 ):


Os pais também podem desempenhar um papel, ajudando ou dificultando o desenvolvimento   de   um    forte    sentido   de
identidade. Pois que possuam identidade própria bem definida, que possam servir como sólidos modelos de papéis para os filhos, tornarão a tarefa do adolescente mais fácil.

 

Um dos problemas mais comuns é a falta de conhecimento e preparo para trabalhar a sexualidade junto aos adolescentes, mas o problema maior é que a educação é ministrada nos princípios da religiosidade que limita a sexualidade apenas a prática sexual e a mesma é condenada se ocorrer antes do casamento, por isso os pais e filhos entram em confrontos quando questionados sobre a veracidade dessas informações.
Sob esse aspecto, não se pode na totalidade recriminar os pais ou julgá-los ultrapassados, mas sim questionar quais os princípios que norteiam a escola no que se refere a educação sexual, para com isso evitar confrontos sociais entre a família, escola, adolescentes e sociedade.
                                                           Professora: Denise Dalberto

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