quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A ESCOLA QUE TEMOS



A ESCOLA QUE TEMOS


 Através da formação continuada o corpo docente estuda maneiras de  dinamizar as  aulas para auxiliar o educando a sistematizar seu conhecimento através de muito questionamento, proporcionando o desenvolvimento da habilidade de pensar,ou seja, fazer com que tanto educando quanto educador aprendam a aprender.
Como a comunidade interna é muito heterogênea, convive-se com educandos que não apresentam o mínimo interesse em ampliar seus conhecimentos em nenhuma das áreas. Acredita-se que o fato ocorre porque muitos são oriundos de famílias totalmente desestruturadas e carentes de valores morais, sociais, religiosos e financeiros.
Observa-se também, que entre as famílias que compõe a nossa realidade, em sua maioria, não participam e nem priorizam a educação de seus filhos. Um pequeno número responde a convocações as reuniões e participam dos eventos escolares. Vindo a escola apenas para tratar de assuntos relacionados a indisciplina, quando notificados, não se interessando nem mesmo pelos boletins e  relatórios avaliativos. Por outro lado também não se preocupam em acompanhar tarefas de casa, trabalhos escolares,participar de eventos e reuniões, etc.
Entre as novas posturas adotadas pela escola, a fim de participar aos pais sobre o rendimento escolar, acontecimentos ou dificuldades que seus filhos venham tendo durante o ano letivo, professores, equipe pedagógica funcionários num esforço conjunto, telefonam sempre que possível para prestar informações sobre estes fatos, recebendo uma resposta positiva em relação ao posicionamento dos pais em relação a escola. Tornou-se nossa meta, reforçar os mecanismos de comunicação da escola com a família.
A baixa escolaridade dos pais, segundo o estudo já mencionado, justifica
exposto acima, vem a ser um outro empecilho na valorização da educação que os filhos recebem na escola, pois a maioria das famílias não possuem expectativas ou perspectivas de futuro na formação de seus filhos, visto que alguns, já atingiram no final do segundo ciclo, um maior grau de conhecimento que seus pais e às vezes, superior aos integrantes das suas comunidades de origem. Em relação à freqüência dos filhos, a preocupação com o recebimento da bolsa-família, resolveu em grande parte o problema, mas não totalmente.
Outro fator preocupante dentro da nossa realidade é a evasão de alunos, na maioria, do sexo masculino, que a partir dos 14 anos, abandonam os estudos para trabalhar e contribuir com o orçamento doméstico, fenômeno que passa a correr acentuadamente já no início do ensino médio.
Por ser uma cidade essencialmente agrícola, há o problema de faltas dos alunos que moram em fazendas nas temporadas de plantio e colheita, visto que muitos alunos deixam de vir a escola para auxiliar a família na  lavoura. Prejudicando sensivelmente o rendimento escolar destes estudantes.
Além das situações explicitadas acima, os problemas como, gravidez precoce, somados a uma baixa infraestrutura social vem a se somarem aos principais motivos da evasão escolar.
A falta de uma estrutura na área de saúde para encaminhamento de alunos com dificuldades e distúrbios de aprendizagem, comportamento e conduta, para a correta avaliação clínica por médicos especialistas, tem dificultado o encaminhamento de alunos com possíveis necessidades especiais para atendimento pedagógico educacional adequados, fazendo com que estes alunos permaneçam nas salas de aula sem atendimento especializado, dificultando o desenvolvimento dos trabalhos pedagógicos em sala de aula, que sem a orientação correta e adequada para cada caso, os professores ficam sem saber como agir.
Dentro desta difícil realidade, tem que se incluir ainda, as dificuldades
profissionais da maioria dos professores, que enfrentam três jornadas de trabalho para darem conta de seu orçamento doméstico.
Formação Continuada vem contribuir para a busca de soluções para esses problemas e podemos afirmar, que já houve algumas mudanças significativas,
como por exemplo, o aumento do número de profissionais que estão, neste
momento, participando do Projeto “Sala de Professor”. A observação
nos mostra, que estas participações não estão limitadas entre os profissionais que precisam de pontuação para atribuição de aulas  no  ano  seguinte, pois a  grande maioria já  possui vaga garantida através de concurso, a  formação continuada trouxe uma nova mentalidade e postura profissional, despertando entre muitos, a consciência da necessidade de atualizações constantes para o enfrentamento dos desafios que a atual sociedade nos coloca. A prova são os resultados alcançados pela escola nos últimos anos, provando haver uma real melhoria na qualidade de ensino. Embora ainda não seja o ideal, nos aproxima mais dos objetivos desejados.
A evasão escolar, tanto no Ensino Fundamental como no Ensino Médio,
apesar de ter diminuído, é ainda muito alta e constitui hoje num grande desafio a ser vencido, pois a maioria dos fatores que influenciam na permanência do aluno em sala de aula, como foi visto anteriormente, extrapolam os limites da escola. Cabendo portanto, a nós profissionais, procurar junto com a comunidade escolar, soluções e alternativas, no sentido de minimizar os efeitos dos mesmos sobre nossos alunos.


                                                                Professora: Denise Dalberto

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